terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resenhando "Sorrisos Quebrados" de Sofia Silva #perfeito

Oi gente! Como vão? Sou a escritora Renata R. Corrêa, autora do romance "Contra todas as probabilidades". Bem vindos por aqui! Como passaram a virada de ano? Primeiramente quero desejar a todos um feliz 2017, que seja um ano repleto de alegrias e conquistas e de muita paz e saúde para todos nós!



O ano mal começou e já concluí minha primeira leitura de 2017! E que leitura! O livro escolhido foi o romance dramático "Sorrisos quebrados", publicado em ebook pelo Amazon-Kindle, da autora portuguesa de quem já virei fã, Sofia Silva. Sorrisos Quebrados narra a história de Paola, uma jovem que um dia se apaixonou por um rapaz rico e bonito que julgava ser um verdadeiro príncipe encantado, mas ela se apaixonou justamente pelo vilão da história, aquele que seria seu maior carrasco e a marcaria para toda a vida de forma trágica. Confesso que o livro começa de forma muito dura, cruel e trágica, tão forte que tive dificuldades para terminar o primeiro capítulo, ele é tão doloroso que eu não queria continuar. Foi muito difícil para mim ler aquilo, mas passada a angústia e o terror do início, o livro prende o leitor de tal forma que é praticamente impossível parar de ler! Paola tem mais uma discussão, de tantas, com o marido, Roberto, que a maltrata, bate nela com tanta violência que juro que não foi fácil ler aquilo tudo e quando eu achava que não podia piorar, o maldito solta um pitbull dentro de uma jaula onde ele acorrentou a esposa, que é atacada pelo cachorro impiedosamente.
 "Solta o cachorro. Eu grito. A porta fecha e... O pitbull corre feroz. Ataca. Morde. Arranca. Destrói. Eu grito. Imploro. Choro. Sofro. Luto. Ele não para. Eu não aguento. Morro."
Mas apesar de gravemente ferida e de ter ficado desfigurada, ela sobrevive. Então o livro dá um salto de seis anos na vida dela, depois de ser salva Paola passa a viver em uma clínica para pessoas com problemas de toda ordem, principalmente os emocionais. Depois de tanto tempo, ela mora ali por vontade própria, não é uma reclusa, mas tem medo demais para enfrentar o mundo lá fora novamente. Depois de tudo que sofreu com o marido, que mata o cachorro e se mata após achar que ela tinha morrido com o ataque, Paola cria um muro de proteção para si, principalmente em relação a homens e mais ainda em relação àqueles que considera fortes e que poderiam facilmente agredi-la, mesmo que isso nunca acontecesse novamente, apenas por medo, terror, pânico. Mas certo dia, numa data que marcava anos do acontecido, enquanto pinta (Paola é pintora) ela tem uma crise de pânico e André, o pai de Sol, uma menininha paciente da clínica, que também está sempre por lá ajudando com o que pode, avista a jovem aos gritos e toda suja de tinta e corre para socorrê-la, mas ao ver a figura gigante dele, frente a ela, tão pequena e frágil, o medo é tanto que Paola desmaia. Sem saber o que fazer, tentando acordá-la em vão, André corre com ela para um banheiro e tenta lavar a tinta de seu rosto, quando percebe que um lado daquela moça frágil é totalmente desfigurado, marcas que mesmo sem saber a história real, ele sente que foram provocadas por alguém que um dia a maltratou. Começa assim a história deles. Logo depois desse episódio acontece uma festa de carnaval na clínica e a dona e administradora do lugar, Rafaela, convida Paola para fazer pintura corporal nas crianças. Ela aceita, com receio, e neste dia conhece a pequena Sol, a filha de André, que marcada por traumas não socializa com ninguém que não seja o pai e os avós, mas estranhamente gosta de Paola logo de cara, mesmo um pouco impressionada com as cicatrizes em seu rosto, mas ela não tem medo, ela chama Paola de "A fera", mas sendo a Fera uma figura boa em sua visão e não assustadoramente feia e má. Daí por diante, pelo fato de a menininha pela primeira vez ter conversado espontaneamente com outra pessoa e mais que isso, ter se sentido à vontade e feliz, elas passam a se ver, por sugestão da própria Rafaela, que também é uma das terapeutas da clínica. Essa proximidade das duas inevitavelmente acaba colocando Paola e André frente a frente outras vezes. Ele também não se assusta com sua aparência, mesmo tendo a convicção de que exteriormente ela não é bonita, pois suas cicatrizes deixaram seu rosto deformado, assim como seu pescoço do mesmo lado, braço e dedos da mão. O livro apesar de contar uma história de muito sofrimento de todos os personagens e de ser forte e profundo, é ao mesmo tempo doce e apaixonante. A cada página eu chorava de emoção, uma emoção que até agora não consigo explicar, pois me senti profundamente tocada por ele. Além de tudo, o livro tem partes leves e algumas muito sensuais. Tem uma cena que acontece no dia do aniversário da pequena Sol, em que a Paola pinta os braços do André e é quando ele percebe que está atraído por ela como ainda não tinha se dado conta, que é muito sensual! Ele fica super excitado e ela está apenas passando um pincel com tinta pela pele de seus braços! Paola também percebe nesse momento o quanto André a encanta e se vê também seduzida por ele. A partir de então ficamos torcendo para esses dois corações partidos se unirem, pois André também é um personagem muito ferido, que teve o coração destruído pela mãe da Sol e acabou se tornando um homem solitário e fechado. Só posso dizer isto de "Sorrisos quebrados": profundo e doloroso, lindo, perfeito, delicioso de ler, apaixonante e muito sensual! Leiam! Vale muito a pena e certamente já está na lista dos melhores livros que li ultimamente!

Aproveito para convidar vocês a conhecerem meu romance "Contra todas as probabilidades", também disponível em ebook no Amazon-Kindle. Uma história de amor leve, temperada com humor, toques de drama e pitadas de sensualidade, bem ao estilo "conto de fadas moderno". Deixo o link: 

Beijos!

Renata

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