domingo, 6 de setembro de 2015

A maior alegria do mundo - um milagre em minha vida! (Diário de uma gestante de primeira viagem). #gestantesetentantes



Desde muito pequena eu queria ser mãe. Sonhava que um dia teria filhinhos lindos que eu criaria com muito amor. Algumas mulheres não desejam ter filhos, mas a maioria nasce com um instinto materno bem acentuado. Eu fui assim! Fui mãe das minhas bonecas, dos meus irmãos, dos meus pais. Nasci para ser mãe! Mas eu tinha o grande sonho de gerar um filho. Entretanto, nós seres humanos temos um grande defeito que é achar que controlamos nossas vidas e que tudo acontecerá no momento em que desejarmos. Escolhi ser médica. Foram muitos anos de estudo. Fiz um ano e meio de cursinho pré-vestibular, depois mais seis anos de Faculdade de Medicina, depois mais três anos de residência médica em Oftalmologia. Foram muitos anos dedicados à minha carreira.  Durante esse tempo guardei meu desejo de ser mãe bem guardadinho para a hora certa. E quem disse que existe hora certa para ser mãe? O que define essa hora? Durante a residência me casei. Eu e meu marido queríamos aproveitar a vida de recém-casados sem filhos. Viajamos muito! Aproveitamos muito! E o tempo foi passando. Até que um dia meu relógio biológico começou a despertar em minha cabeça: era a hora! Tinha chegado a minha hora certa para ser mãe! Eu estava pronta e tudo muito bem decidido e definido. Eu pararia meu anticoncepcional e logo, logo engravidaria. Passou um ano sem medicação e nada! Nesse primeiro ano nem minha menstruação vinha regularmente. Vinha a cada três meses, o que me enlouquecia. Comecei a ir à ginecologista mensalmente! Deixei a médica louca também até que um dia ela me orientou a procurar um especialista em fertilidade. Fiz muitos exames! Muitos! Tudo normal! Meu marido também fez exames que estavam normais. Tudo parecia estar funcionado bem e o médico acreditava que em breve engravidaríamos naturalmente. Até que há um ano e meio atrás eu tive uma forte dor na barriga. Fui parar no Pronto Socorro. Fizeram uma ultrassonografia e viram algo de errado com meu ovário direito. Ele tinha sangrado e estava muito grande. Tinha risco de romper. Fiquei internada por alguns dias e recebi alta com orientações de repouso. Voltei ao meu médico que disse que provavelmente eu tinha ovulado e sangrado, que dentro de três meses tudo teria voltado ao normal e que eu podia ficar tranquila que eu engravidaria. Os meses se passaram e minha angústia só aumentava a cada nova ultrassonografia que eu fazia e que mostrava que o ovário continuava lá esquisito e enorme. Passaram-se seis meses, um ano e meio desde que eu havia começado a tentar engravidar. Achei que infelizmente eu não conseguiria ser mãe. Fiquei muito abalada e minhas sessões de terapia passaram a ser voltadas para esse tema. Até que um dia, conversando com uma amiga que é ginecologista, ela me sugeriu procurar outro especialista em fertilidade. Foi então que fui ao consultório do dr José Pires, em Uberlândia. Ele me ouviu e me examinou e disse que eu não tinha engravidado ainda porque algo estava errado em mim, meu ovário estava doente. Eu precisaria ser submetida a uma cirurgia videolaparoscópica para que ele pudesse ver melhor dentro da minha barriga o que estava acontecendo e retirasse a parte doente do ovário para biópsia. Podia ser um tumor. Podia ser endometriose. Fui operar com medo de morrer. Cheguei a escrever um texto aqui no blog em fevereiro. A cirurgia foi um sucesso e mesmo antes do resultado da biópsia sair, o dr José Pires já me acalmou e disse que provavelmente era endometriose mesmo. Disse para eu ficar tranquila. Tomei anticoncepcional quarenta dias da cirurgia em diante e ele me liberou para voltar a tentar engravidar. Sempre muito humano, atencioso e muito otimista. Fiquei ansiosa. Eu queria tanto, mas tanto ser mãe, e já estava há tanto tempo tentando engravidar que tinha muito medo de que isso nunca acontecesse. Exatamente três meses depois que parei o remédio, após a cirurgia, minha menstruação atrasou. Fiquei ansiosa, eu já havia feito tantos exames de gravidez ao longo de dois anos e meio e visto tantos resultados negativos, que cada um deles me entristeceu profundamente. Eu chorava quando via que não estava grávida. Estava cansada de resultados negativos. Quis esperar mais uns dias. Quando deu três dias de atraso, da noite do terceiro para o quarto dia, sonhei que estava grávida de trigêmeos! Acordei assustadíssima e decidida a fazer o teste naquela hora. Era domingo. Meu marido saiu para comprar o teste de farmácia e ficou ao meu lado. Pedi a ele que marcasse dois minutos no relógio e mergulhei a fitinha do teste na urina. Em cinco segundos ela ficou com dois tracinhos roxos! Eu fiquei louca! Ou o teste estava estragado ou estava muito grávida! Comecei a gritar e a chorar. Meu marido não entendeu nada, pois tinha passado só cinco segundos e eu havia dito que seriam dois minutos. Mas eu gritava e chora e dizia: "Estou grávida! Estou grávida!". Então ele também começou a chorar e me abraçou. A emoção era tanta que acho que nunca senti nada igual! Um misto de alívio, de alegria, de gratidão a Deus! Eu havia recebido o milagre pelo qual tanto esperei, rezei, pedi, implorei! Estava acontecendo para mim! Era real! Eu ia ser mãe! No dia seguinte fiz o teste de sangue, o betahcg, para confirmar a gravidez e veio fortemente positivo. Na quinta-feira da mesma semana voltei ao consultório da minha amiga, ginecologista e obstetra, Denise Lara Muniz, e ela, que sabia de todo o sofrimento pelo qual passei, ficou muito feliz com a notícia. Disse que o valor do betahcg estava um pouco alto e que poderia ser gêmeos. Pediu a ultrassonografia que fiz na semana seguinte, com a médica radiologista e também minha amiga que acompanhou todo o meu sofrimento ao longo dos dois anos e meio, Daniela Vaz. Para minha surpresa e alegria realmente eu estava grávida e não de um bebezinho apenas, mas de dois! Milagre tem dessas coisas! Às vezes demora para acontecer. Às vezes a gente pensa que nunca vai acontecer... Mas quando acontece... Quando acontece vem perfeito! Vem da melhor forma possível! Vem em forma de benção! Eu fui abençoada com a gravidez de dois filhos! Fiquei muito feliz, um pouco assustada, confesso. E como médica, um pouco preocupada. Gravidez de gemelar é mais arriscada. Mas tudo está correndo muito bem! Estou com treze semanas! Passei muito bem pelo primeiro trimestre! Não engordei ainda, mas a barriguinha já cresceu bastante! Tive alguns enjoos, mas não vomitei. E nas primeiras semanas, até antes mesmo de eu saber que estava grávida, tive muito sono. Esses sintomas já desapareceram. Sei que virão outros, próprios da gravidez, mas estou tranquila e preparada para o que vier! Hoje não tenho mais medo. Fiz a ultrassonografia para fazer o rastreamento de possíveis doenças cromossômicas ou genéticas pela translucência nucal e tudo estava perfeitamente bem! E meus dois filhinhos estavam se mexendo bastante! Foi um exame muito emocionante e lindo! Que coisa mais fofa de se ver! Que alegria e felicidade! A família vai crescer! Minha vida irá mudar, mas certamente para melhor! Já estou ansiosa para o próximo exame, quando descobrirei o sexo deles e poderei começar a preparar o enxoval! A data prevista para o parto é para o início de março. Eu faço aniversário dia quatro de março e o nascimento dos meus bebês será o melhor e maior presente do mundo! O melhor e maior presente que uma mulher poderia ganhar!
Milagres acontecem! Acreditem! Não percam a fé e a esperança!

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