terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dona de si

Boa tarde!

Estava com saudades de postar um conto, então hoje postarei "Dona de si". Espero que gostem! Para quem já conhece e gosta do blog obrigada por me acompanharem, para quem está por aqui pela primeira vez: seja bem-vindo(a) e convido-lhe a conhecer também meu romance "Contra todas as probabilidades", publicado em minhas postagens antigas com esse título, mas você também pode encontrá-lo no Widbook e Wattpad!

Um beijo!

Dona de si

Renata dos Reis Corrêa

              Ela aprendeu bem cedo a usar as armas da sedução: esmalte e batom vermelhos, salto alto, sorriso ensaiado e olhar intrigante. Queria conquistar o mundo e ninguém ao mesmo tempo. Divertia-se em sentir-se desejada. Gostava de atrair olhares, de ser o centro das atenções, mas quando alguém caía em seus encantos e tomado de coragem se aproximava (porque os homens têm medo de mulheres muito confiantes), ela esquivava-se como um gato. Queria ser desejada, mas sucumbir aos anseios masculinos estava fora de cogitação. Não ceder permitia-lhe experimentar a sensação de poder, domínio sobre o outro e sobre si mesma. Ter o controle dos seus instintos era para ela o melhor dos prazeres. (Vai entender!)
            E ela seguia a vida assim: seduzindo o mundo despretensiosamente! Ainda não tinha provado do amor, dos seus sabores e dissabores. O amargo e o mel. Era dona de seu destino e convicta disso se contentava com a vida dessa forma.
            Ela soube aproveitar o seu momento, conquistou muitos admiradores e curiosos. Mas não há forma de escapar, ninguém está imune para sempre ao amor e suas armadilhas! Mal sabia ela que ele chegaria sorrateiro e viraria seu mundo de ponta a cabeça. Roubar-lhe-ia as noites de sono e o apetite. Consumiria seus momentos de paz e a faria questionar suas certezas.

            Aconteceu! E ela amou e desamou como qualquer mortal. Sofreu, mas também foi feliz como nunca havia ousado ser!

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