domingo, 31 de maio de 2015

Socorro! Tempo, vai mais devagar!

Olá! Tudo bem com vocês? Comigo está tudo bem, obrigada! Tirando o fato sobre o qual irei escrever agora: a celeridade do tempo! 


Eu que pensava que a vida seria como uma viagem de trem, de "Maria-fumaça", devagar e com várias paradas para que pudéssemos conhecer lugares e pessoas, acabei surpreendendo-me ao perceber que embarquei num trem bala!  Muitas vezes tenho vontade de gritar: " Socorro! Senhor maquinista, vai mais devagar aí! Não está dando tempo para desfrutar pela janela nada do que passa correndo à minha visão lá fora!". Já tiveram vontade de gritar essas frases também? E o tempo continua depressa, depressa, e o tic tac do relógio já nem consegue acompanhar! Acho que mudaram a velocidade do tempo! Só pode! Chego a duvidar de que os dias tenham mesmo vinte e quatro horas, e que cada hora tenha sessenta minutos e estes tenham, cada, sessenta segundos! Ah, não! Eu duvido! Mexeram na engrenagem do tempo! Amanhã já é segunda-feira e num piscar de olhos chegará sexta! E outro dia foi o início do ano e agora já estamos entrando em junho! E outro dia foi fevereiro e eu tive medo de morrer numa cirurgia, e isso já faz quatro meses e graças ao bom Deus estou aqui vivinha "da silva". Mas preciso escrever rápido, preciso viver rápido, senão não vai dar tempo! Mas eu que não sei viver rápido, faço como? Responda-me aí você que tiver uma resposta! Mais devagar tempo, tempinho querido, por favor! E olho no espelho e vejo que alguns fios de cabelo branco apareceram em minha cabeça, todo dia olho de novo para ver se tem mais. Não! Todo dia não, porque não tem dado tempo de parar para analisar meus fios brancos. Mas lembro-me deles! E me  assusto: estou envelhecendo! O engraçado de tudo é que não me sinto velha! Semana passada tive uma conversa divertida com um paciente que reagiu quando eu disse que ele ainda era muito novo. Respondeu-me: "Não, doutora, eu já tenho trinta e um! Daqui a pouco faço trinta e cinco e quando eu me der conta estarei com quarenta! Mas ainda bem que não parece!" Nós dois caímos na gargalhada. É, ainda bem que não parece! Eu tenho pensado nisso! Estou com trinta e quatro, do jeito que as coisas vão, quando eu menos esperar estarei soprando quarenta velinhas em cima do bolo! E qual a importância disso? Ah, é que a vida vai ficando mais curta... E eu queria viver mais devagarinho... Mas não tem jeito! Se tivesse como pedir para descer do trem bala e embarcar na Maria-fumaça, eu iria! Mas não tem! Preciso é me acostumar! E quem sabe eu consiga entrar no ritmo! A moda agora é correr! Todo mundo correndo! Corre-se por esporte, por lazer, por prazer e para viver! Ai que corre-corre cansativo! E eu continuo usando hifens e já nem sei mais quando devo ou não usar! A gramática mudou muito desde que vim ao mundo! Se eu não correr, vou acabar não sabendo mais escrever. E como ficarei eu, se essa é a coisa que mais gosto de fazer!? Ah, preciso estudar mais essa nova gramática! E preciso começar a correr! Dizem que faz bem para a saúde, e ajuda a emagrecer, manter a forma! Mas é que me dá uma preguiça! Eu gostaria mesmo é de viver a vida devagarinho!
Noite passada tive um sonho bonito, acho que vou escrever um conto sobre ele, poderia até escrever um livro, mas acho que vai ser um conto mesmo.
Desculpem-me esse texto meio corrido, como se eu tivesse mesmo despejando meus pensamentos sobre vocês. É que apesar de eu gostar da vida devagar, meus pensamentos surgem num ritmo acelerado. Eles já se acostumaram com a nova velocidade da engrenagem da vida, meu corpo ainda está tentando!
Vou parar por aqui que já é hora de almoço!
Um beijo e até a próxima!

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